SRZD | Jacqueline Sobral


Sleep Dealers

| Jacqueline Sobral | 01/10/2008 11:47:50

A jornalista Luz se conectando aos seus nódulos  Em uma aldeia mexicana onde vive com o pai, que diz ao filho todos os dias que o futuro deles está no passado (nas raízes familiares), Memo  se transporta para outros mundos e realidades por intermédio de um equipamento que ele mesmo montou. É um aparelho que capta sinais de toda a parte,  baseado em um satélite que fica no telhado de sua velha casa. Memo é um hacker mexicano, que vive em uma época onde pessoas conectam seu corpo e sua mente em máquinas e na internet por meio de "nódulos" - são "plugs" injetados na pele com uma pistola que me lembrou aquela que se usa para furar orelha.


Ávido por abandonar a aldeia e ir trabalhar em uma grande empresa americana, ele acaba sendo forçado a adiantar a realização do seu sonho quando é confundido com um terrorista, devido ao seu equipamento. Perseguido pelas autoridades, que acabam assassinando seu pai, ele foge. Quando chega à cidade grande, Memo conhece uma jornalista que vive de vender suas memórias pela internet a partir dos seus nódulos, e ele  acaba sendo protagonista de uma das histórias vendidas por ela.

O hacker camponês arranja emprego em uma grande sala junto com outras pessoas, todas conectadas e atuando, cada uma, em um lugar diferente:  na verdade, o grupo opera robôs que estão fisicamente em outros lugares, em outros países.  Enquanto Memo trabalha na estrutura de um edifício, o cara ao lado está na lavoura e a mulher atrás dele é babá em outra parte do planeta.

Gente, esse é o enredo do filme Sleep Dealer, que vi no último sábado no Festival de Cinema do Rio. Parece que ele voltará ao circuito no ano que vem. O longa tem 90 minutos e é dirigido pelo americano de ascendência peruana Alex Rivera.

Fiquei encantada com o filme, por ele misturar muito bem a tradição das aldeias ainda existentes no mundo, o American Dream e o uso da tecnologia para manter um sistema secular: o trabalho escravo. Durante uma cena do filme, um trabalhador dessa grande "fábrica hitech escravocrata" passa mal e rapidamente é retirado do lugar para que os outros não percebam - a conexão do corpo e da mente de pessoas às máquinas nitidamente traz efeitos colaterais muito negativos, pois sugam a energia humana. Ótima conexão com a nossa realidade, não? Acredito que, apesar de ainda não terem inventado portas USB para serem instaladas em nossos braços e costas, já agimos como se os computadores e outros gadgets fossem uma extensão de nós mesmos.

Como um aspecto positivo, o filme mostra uma relação sexual entre Memo e a jornalista intensificada pela conexão tecnológica ? os dois estão "linkados" também pelos fios que saem de seus nódulos. Dessa forma, além da interação corporal, os dois conseguem visualizar o que está passando na mente do outro. Hummm.... Não sei não. Se hoje em dia, o Orkut já traz muitos problemas amorosos, já foi até motivo de término de namoro, imagina se for possível ter acesso ao que o outro pensa? Nem todo mundo está preparado para a verdade. Outra questão que me vem à cabeça? Precisamos mesmo da tecnologia até na hora do sexo?

O que vocês acham desses temas debatidos no filme?

 


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Conteúdo grátis de instituições de ensino na internet

| Jacqueline Sobral | 18/09/2008 17:09:15

 

Um dos painéis do 14º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância foi sobre a disponibilização gratuita de conteúdo de cursos na internet, por intermédio dos chamados Open Educational Resources (OER), ou, em português, Recursos Educacionais Abertos. Fora do meio educacional, o tema ainda não foi muito discutido - pelo menos essa é a minha impressão -, o que é uma pena. Precisamos mudar isso.

O fato é que diversas instituições americanas e européias decidiram colocar na internet o conteúdo integral de diversas disciplinas de seus cursos, desde slides e papers de seus professores, até provas, pesquisas, vídeos, ementas, etc, para serem acessados por qualquer pessoa. O objetivo é criar e estimular um grande movimento de democratização do conhecimento. Mas claro que não é só isso: as faculdades perceberam também que essa é uma grande ação de marketing, já que muitos leitores desses materiais acabam estimulados a se inscreverem em algum curso. 

A primeira instituição a disponibilizar conteúdos gratuitamente foi o Massachusetts Institute of Technology. Desde 2000, o instituto mantém o livre acesso de mais de 2.000 cursos no Open Course Ware Consortium (OCWC). Para quem domina o inglês, vale a pena. Fiquei bem tentada a fazer o "Introdução à Psicologia". Agora, vale ressaltar para que ninguém crie expectativas: esses cursos não oferecem certificado ao final, ok? Pelo menos, essa não é a praxe.

Uma conseqüência positiva desse movimento é a mudança no perfil dos estudantes que usufruem desses recursos educacionais abertos, apontada pelo presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância,  Fredric M. Litto, no congresso em Santos:


"Qual é o impacto dos recursos educacionais abertos? Um amigo meu do MIT foi dar uma aula na Índia e uma aluna perguntou se o que ele estava ensinando era compatível com o conteúdo disponibilizado pela instituição na rede aberta. Ele ficou muito surpreso. Os professores estão deixando de ser avaliados de cima para baixo. Hoje, os alunos é que cobram mais, pois agora podem adotar uma postura mais crítica graças ao livre acesso a conteúdos do mundo inteiro."


Não vejo a hora de presenciar estudantes brasileiros fazendo esse tipo de crítica. A ausência do Brasil nessa grande rede de disseminação gratuita de conhecimento também foi destaque do congresso. Por enquanto, a única instituição brasileira a participar do OCWC é a Fundação Getulio Vargas, por intermédio do FGV Online, em parceria com a Universidade da Califórnia - Irvine (UCI). O diretor de tecnologia e design dessa instituição americana, Larry Cooperman, destacou no evento que mais de 50 mil brasileiros já entraram no site da UCI em busca de informações sobre os cursos gratuitos. Isso demonstra que nós brasileiros queremos sim participar desse movimento.


Ao meu ver, um dos grandes problemas da internet é o fato de que é possível encontrar rapidamente qualquer tipo de informação sem que haja a certeza de que a fonte é confiável - isso QUANDO a fonte é citada. As pessoas vão fazendo pesquisas no Google e tomando como verdade tudo que encontram pela frente (antigamente, essa crença cega só era dedicada aos jornais e telejornais, mas agora...). Se houver um acesso cada vez maior a conteúdos de qualidade provenientes de instituições de ensino respeitadas e sérias, os usuários terão uma grande fonte de consulta e pensarão duas vezes antes de confiar em qualquer informação postada neste nosso imenso mundo virtual!


Para quem quiser visitar, aqui estão alguns sites de recursos educacionais abertos:


ocw.mit.edu/OcwWeb/web/about/about/index.htm


www.cclearn.com


ocw.uci.edu/courses/

www.core.org.cn/ (China Open Resources for Education)


www.open.ac.uk

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Carlos Valente, Vicente Zanuy e Paulo Oliveira, obrigada pelos comentários!


Carlos, você toparia me dar uma entrevista sobre o seu livro para eu postar aqui no blog? Em caso afirmativo, me manda um e-mail: jacqueline.sobral@gmail.com.

Vicente, concordo com você! Não precisamos ser da geração Y para usufruir de todos os benefícios tecnológicos. Aliás, essa é outra discussão em voga: até que ponto os jovens de hoje conseguem contextualizar as informações a que têm acesso na internet?

Paulo, interessante! Não sei se você está exatamente na contramão. A tecnologia pode sim ser um ótimo instrumento para o aprendizado, trabalho e entretenimento. Mas temos que tomar cuidado para não virarmos escravo dela. Acho que você, pelo visto, sabe impor limites!

Fiquei tão animada com os comentários que decidi escrever mais sobre EAD e o Congresso.


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O EAD, a Geração Y e o Relógio

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 16/09/2008 16:04:17

Cerca de 75% das pessoas com menos de 25 anos nunca usaram e nem vão usar relógio. E sabe por quê? Porque não faz sentido carregar um tic-tac no pulso quando a mesma informação está disponível no seu celular que você carrega no bolso.

Esse dado foi apresentado por Jeff Borden, diretor da Academia de Treinamento e Consulta da eCollege, projeto de EAD da editora Pearson, durante o 14º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, que está sendo realizado em Santos, São Paulo (onde me encontro neste exato momento).

A apresentação dele foi toda baseada no que os estudantes de hoje esperam da educação a distância. Para explorar o tema, ele falou muito sobre como se comportam os jovens de hoje em dia. Jeff citou a diferença que existe entre as gerações:

- Os meus avós aprendiam com os livros e em sala de aula. Os meus pais, da geração baby boomers, aprenderam também com o rádio, com a TV e com os trabalhos em grupo. A geração X, a qual eu pertenço, se acostumou a utilizar jogos e simulações para aprender. Já os jovens de hoje de até 24 anos são os millennials, também conhecidos como "geração Y", que funcionam de uma forma totalmente diferente: aprendem e querem aprender just in time, não só com sua família e seus professores, mas com seus amigos e com o mundo inteiro por intermédio da Web 2.0.
 
Os jovens de hoje fazem mil coisas ao mesmo tempo - falam ao celular, respondem mensagens no MSN, assistem à TV e brincam com o cachorro - e o seu habitat natural inclui jogos tridimensionais e interativos. Olha, não tenho mais 24 anos, mas muitas vezes me pego fazendo a mesma coisa por pura falta de opção.

No entanto, confesso que já um choque de geração sim entre mim e esse povo mais novo. Eu, esta jornalista que vos fala, beirando os 30 anos, olho para algumas novidades mostradas neste congresso e me assusto. Agora mesmo, quando estava voltando do almoço, me deparei com uma moça que apresentava em um telão imenso no meio do corredor como é maravilhoso fazer um curso dentro de um Second Life desses da vida (assim como MSN não é o único programa de mensagens instantâneas, o Second Life também não é). Tem até PISCINA no pilotis da "universidade virtual". Esquisito.... Fiquei me perguntando "E que curso é esse? Qual é o conteúdo? Quem são os professores?" Mas, enfim, talvez seja mesmo uma questão de costume.

Claro que a tecnologia é um meio e não o fim, e não adianta nada investir na sala de aula virtual mais linda e moderna do mundo, se o conteúdo oferecido ao aluno não for de qualidade. Jeff deu um exemplo engraçado para mostrar que nem sempre as ferramentas tecnológicas de fato ajudam:

Antes de iniciar sua palestra, o educador contou, em tom de brincadeira, que, graças a um serviço gratuito que veio com seu ipod phone, ele aprendeu algumas frases em português "úteis" para usar no Brasil: "Como faço para chegar à Lisboa?" e "Estou grávida." É... Útil, não!?

Cabe citar aqui a declaração do educador Paulo Freire, repetida pelo secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielchowsky, no congresso: "O saber não é algo que se deposita no indivíduo como uma conta bancária." Faço uma adaptação à frase e digo: "O saber não é algo que vem automaticamente com a tecnologia."

Diz aí: você AINDA usa relógio?


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Piolhos Cibernéticos

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 09/09/2008 07:47:22

"Eu gastei literalmente centenas e centenas de dólares em produtos que não funcionaram. Se tivesse vindo aqui quando isso começou, eu teria salvo o meu dinheiro e poupado a minha frustração."

O depoimento acima aparece na home do site The Texas Lice Squad. LICE. Sabe qual é o significado dessa palavra em inglês? PIOLHO. Isso mesmo. Existe uma empresa nos Estados Unidos, mais precisamente no Texas, que oferece um serviço de "mata piolho".

A mensagem deles é: "Este é mais um novo ano escolar! Junto com novos livros e novos lápis, crianças geralmente fazem "amigos" nada bem-vindos - os piolhos. Marque um encontro com o The Texas Lice Squad para eliminar esses novos amigos da vida de seu filho de uma maneira livre de pesticidas." Eles garantem resolver o problema em 99% das vezes.

Além de oferecerem o serviço de assassinato de piolhos, eles fazem um trabalho preventivo para evitar novas manifestações e ainda estão disponíveis para palestras em escolas.

O preço? Para confirmar a manifestação dos seres indesejados, eles cobram US$ 10 por cabeça (sua família inteira pode estar contaminada, né!?); para tratar, US$ 100 a primeira hora e US$ 75 por hora adicional. Eles também têm uma vitrine no site com alguns produtos que você pode comprar para acabar com o problema.

O vídeo com uma reportagem da Fox News informa que a empresa foi criada por uma enfermeira e mãe, depois de ter sofrido muito para acabar com os piolhos da filha. Em 2 anos, ela já tratou mais de 100 cabeças "empiolhadas".

A princípio, esse case pode parecer bem estranho e uma idéia esquisita, né!? Mas, sinceramente, achei genial. A mulher decidiu investir em um novo nicho de mercado. Piolhos vão sempre existir, desde que seus filhos freqüentem a escola - até hoje não posso sentir o cheiro de vinagre de maçã que a minha mãe passou algumas vezes na minha cabeça (Argh!). Se eu fosse mãe, adoraria ter um serviço desse disponível na minha cidade. Você não?



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Blip.fm

| Jacqueline Sobral | 04/09/2008 17:27:46

Gosta de ouvir música, enquanto trabalha na frente do computador?

Descobri HOJE: Blip.fm.

É um site no qual você escolhe a música que quer ouvir (se não tiver no site, você pode baixar para colocar na lista e dividir com os demais "DJs"), digita uma  mensagem antes de ouvi-la, e a sua escolha se torna pública para quem quiser ouvir a música que você decidiu escutar.

O legal é incentivar os amigos a entrarem também no site para você montar um grupo só seu. Assim, você fica sabendo o que cada um deles está ouvindo no momento, pode conhecer novas músicas e implicar com quem tem um gosto no mínimo duvidoso.

Eu ainda não montei o meu grupo... :( Se você ingressar no Blip.fm, me procura? O meu login é Jackiesobral. Estou esperando.


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Socorro! Treinem os seus atendentes!

| Jacqueline Sobral | 01/09/2008 12:41:20

Caros leitores,

A saga continua. O mau atendimento do telemarketing já chegou ao "atendimento online", aquele sistema de chat que muitas empresas oferecem em seus sites para, supostamente, tirar dúvidas e interagir com o usuário.

Acompanhem o "drama" que vivi há pouco. Interessada em obter informações mais detalhadas sobre uma pós-graduação em Mídias Digitais e Interativas do SENAC RIO, constatei que a própria instituição deveria investir mais na interatividade dos seus próprios profissionais. O site oferece uma sala de chat para atendimento online e, quando você pede uma informação, a atendente manda você ligar para um telefone que não atende.

Lição: Se você não consegue administrar uma ferramenta tecnológica, não a tenha em seu site.


Paula:
Olá Jacqueline, em que posso ajudar?

Jacqueline:
Olá. Gostaria de obter a ementa do curso PÓS-GRADUAÇÃO EM MÍDIAS DIGITAIS E INTERATIVAS.

Paula:
Sra peço desculpas no momento o sistema está lento. Por gentileza entre em contato com Centro de Cultura pelo telefone 2545-4848 para mais informações.

Paula:
Sra. deseja alguma outra informação?

Jacqueline:
Paula, o telefone não atende.

Paula:
Sra. somente um momento, por gentileza?

Jacqueline:
Vocês oferecem um serviço de atendimento online para dizer ao usuário que ele deve ligar para um telefone para obter a informação que deseja? E o telefone ainda por cima não é atendido por ninguém. É isso?

Paula:
Sra. existem detalhes sobre o curso que serão passados pelo telefone ou e-mail .
Qual o seu telefone solicitarei que o setor entre em contato com a senhora. Qual o horário é mais conveniente.

Paula:
Podemos fazer também contato através de e-mai, é interessante para senhora?

Jacqueline:
Peço, por favor, que as informações sejam enviadas para o meu e-mail jacqueline.sobral@gmail.com. Gostaria de obter a ementa do curso Pós-graduação em Mídias Digitais e Interativas.

Paula:
A informação que posso passar no momento é data de início do curso 16/09, tercas e quintas -feiras, no horário noturno.

Jacqueline:
Paula, esta informação já está no site.

Paula:
Perfeito senhora passarei a informação para para Centro de Cultura.

Jacqueline:
O que preciso são das informações que NÃO estão no site.

Jacqueline:
Ok. aguardo.

Paula:
Sra. no site temos informações gerais sobre o curso .

Paula:
Sra. deseja alguma outra informação?

Jacqueline:
Não, Paula, só desejo a informação que te pedi e que ainda não obtive.

Paula:
Será enviado e-mail para mais detalhamentos.
 
Jacqueline:
ok.

Paula:
O Senac Rio agradece o seu contato.
 

 


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As novidades e a importância de estarmos informados

| Jacqueline Sobral | 19/08/2008 11:25:34

 

Já nos acostumamos a não conseguir acompanhar as novidades tecnológicas que surgem todos os dias - levei um susto quando li outro dia que o Nintendo Wii, aquele super moderno vídeo-game que para jogar a pessoa tem que fazer os próprios movimentos do bonequinho, foi lançado nos EUA em 2006! Como assim??? Eu OUVI falar nele outro dia e nem tive ainda oportunidade de vê-lo e pegá-lo com minhas próprias mãos! Mas é assim mesmo... Aposto que um menino de dez anos riria de mim... 

Agora, na prática, temos que ficar atentos para não sermos passados para trás, devido à nossa "desinformação". Veja o que aconteceu comigo outro dia:

Uma amiga me contou há pouco tempo que o notebook dela, da mesma marca e modelo que o meu, tinha pifado e que foi preciso pagar uma grana para o bichinho "ressuscitar". Segundo o técnico, ele já havia consertado uns cinco computadores iguais e que esse modelo esquenta mais do que devia, levando a máquina a parar de respirar. A solução? Comprar um COOLER para o notebook.

Não sei vocês, mas até esse momento a minha associação direta e objetiva à palavra cooler era com bebidas geladas e gostosas. Mas não! Existe um cooler, uma espécie de placa (um pad) que você coloca embaixo do notebook. Basta ligar a tomada USB dele à saída do seu computador que começa a sair um arzinho gelado.

Aproveitei um dia que eu estava no centro para comprar na hora do almoço o tal do cooler - até por que não tenho computador de mesa, meu note é a minha vida!

Entrei no prédio da Avenida Central e comecei a perguntar "Oi! Você tem um cooler para notebook, aquele pad que a gente coloca embaixo do computador?" Nas minhas duas tentativas iniciais, os vendedores me olharam como se eu fosse um ET de Varginha que tinha saído do mato naquele momento.

Aproximei-me da terceira pessoa, um cara simpático, e sabe o que ele me respondeu? "Olhaaa, é difícil encontrar esse cooler para notebook, viu!? Mas... Para você, eu vou tentar encomendar por unssss.... R$ 360..."  Simpático, mas querendo me roubar dinheiro! A minha sorte é que antes de sair de casa pesquisei na internet e já tinha visto um cooler por R$ 100 e poucos. 

Respondi ao "mui amigo": "Olhaaa, não trabalho com informática, mas é você que está desinformado. Digita `cooler´ + `notebook´ no Google e você vai descobrir que ele é fácil de encontrar e custa R$ 100. Tenha um bom dia."

Hunf! Na minha quarta tentativa, encontrei o que queria, pelo preço correto. Meu notebook agora está melhor do que eu: tem arzinho portátil à disposição.

PESQUISEM SEMPRE NA INTERNET ANTES DE REALIZAREM UMA COMPRA!


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Pausa para refletir

| Jacqueline Sobral | 13/08/2008 11:08:11

"Para a felicidade, só nos resta 'não ver'. Fechar os olhos. É uma lista de negativas: não ter câncer, não ler jornal, não ligar para as tragédias, não olhar os meninos-malabaristas no sinal, não ver os cadáveres explodidos na TV, não ter coração, se transformar num clone de si mesmo, num andróide programado para ter esperança, vivendo um presente infinito e longo, incessante e delirante como uma rave sem fim."

O texto é do Arnaldo Jabor, escrito em outubro de 2007 e publicado no jornal O Globo. Achei-o perfeito para ilustrar a sensação que tive hoje ao dar uma lida nos sites de notícias, ao pensar sobre o conflito entre a Rússia e a Geórgia, e ao refletir sobre este nosso imenso mundo virtual. "Hoje, felicidade é ser desejado. (...) Esta infantilização da felicidade pela mídia se dá num mundo em parafuso de tragédias sem solução, como uma disneylândia cercada de homens-bomba. Não precisamos fazer ou saber nada, o sujeito só existe se aparecer. (...) O Horror deixou de ser um susto - faz parte da vida. (...) A liberdade/felicidade virou mais uma camuflagem do capitalismo. No fundo, temos uma secreta nostalgia da submissão. A liberdade dá angústia. (...) O chamado 'eu' virou um privilégio para meia dúzia de loucos e, claro, para as grandes corporações donas do mercado do desejo."

Ao reler hoje essa crônica de Jabor, fiquei com a impressão de que estamos mergulhando no mundo das futilidades para fechar os olhos para as grandes tragédias que vêm dominando o mundo - algo do tipo "já que não posso fazer nada para conter as guerras e para tirar as crianças da rua, vou é me concentrar nas últimas fofocas dos artistas, assistir ao vídeo da dança do quadrado no You Tube, comprar o celular que acabou de ser lançado e, assim, ser feliz."

O rabino Nilton Bonder, em seu livro "Ter ou não Ter, Eis a Questão", afirma que o indivíduo que quer "ser" precisa sempre se fazer essa pergunta. Segundo ele, como a verdadeira posse está na conquista e não na propriedade, ao escolher o que não se quer ter, o sujeito define quem ele é. "O vício da civilização é transformar tudo em posse", afirmou, em entrevista concedida em 2006.

O filme "O Clube da Luta" mostra bem essa dicotomia entre ser e ter. Na época em que foi exibido no Brasil, as cenas de violência do longa-metragem foram bastante criticadas, principalmente devido àquele acontecimento trágico - um insano invadiu o cinema de um shopping atirando na platéia com uma metralhadora. O fato é que o filme é muito mais que um amontoado de seqüências violentas. Quantas pessoas não têm sua vida resumida ao acúmulo constante de bens materiais como o personagem de Edward Norton, que tinha como seu único objetivo, no início da história, comprar móveis novos para o seu apartamento?

Desculpem se estou muito filosófica hoje, mas acho que esse debate tem TUDO A VER com os avanços tecnológicos, com os nossos desejos intermináveis por novos produtos, estimulados por um mercado que aprende cada vez mais a manipular as informações que depositamos nesta vitrine chamada internet. Precisamos urgentemente assumir a responsabilidade de estabelecer limites para nós mesmos, caso contrário podemos começar a achar que SER é TER a última novidade tecnológica ou ESTAR ONLINE. Já pensou nisso?


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Faça back up enquanto é tempo!

| Jacqueline Sobral | 04/08/2008 15:45:33

Você já ficou pendurado no computador horas e horas, fazendo aquele relatório interminável e CHATO para o seu chefe, ou "parindo" aquela monografia, com todas aquelas normas ABNT que dão mais trabalho do que o texto em si, e... de repente o computador pifou e você simplesmente PERDEU TUDO?

Isso já aconteceu comigo uma vez e nunca mais! Acabei desenvolvendo um TOC (transtorno obsessivo-compulsivo): assim como estou acostumada a dar espaço entre as palavras, aperto "control B" (ou "control S", no caso do meu notebook) a cada, sei lá, um minuto para ter certeza de que o meu trabalho está sendo salvo.

No fundo, todo mundo sabe que é importante fazer backup de tudo que gravamos no HD do nosso computador, porque hoje em dia praticamente a nossa VIDA está nele. Mas na prática muita gente não tem esse hábito. Pois atualmente é muito fácil fazê-lo e barato!

Existem sites que fazem isso por nós! Vou citar dois (ambos em inglês), um que conheço e outro que já me recomendaram:

www.carbonite.com
US$ 49,95 por ano

Ele te dá a opção de fazer um teste drive: você se inscreve e instala o software, que imediatamente começa a fazer backup dos seus arquivos. Tudo que está no seu HD "ganha" uma bolinha amarela (que fica ao lado de cada arquivo/programa). À medida que o Carbonite vai fazendo o backup, as bolinhas amarelinhas se transformam em bolinhas verdinhas. O processo pode demorar dias e só é feito quando o computador está ligado - você tem como ver o status do serviço. Quando o backup é finalizado, ele fica armazenado no site.

Experimentei e gostei. Precisava reinstalar alguns programas no meu note e fui informada de que alguns arquivos poderiam "se perder por aí". Apelei para o Carbonite e facilmente reinstalei tudo. Se você não opta por pagar a assinatura anual, o seu backup depois de alguns dias desaparece do sistema deles.


www.mozy.com
US$ 4,95 por mês

Já ouvi boas referências desse backup online. Para testá-lo, há a opção de fazer back up gratuito de seus arquivos até atingir 2GB.

Acho que contratar um serviço de backup online é um senhor investimento! Eficente e barato para as Neosaldinas e Novalginas que você vai economizar... As tecnologias são óóótimas, mas falham... E quando falham... Deixam a gente na mão direitinho, sem nem dizer um "Ops, foi mal!"

 


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Uma lei para nós consumidores mal atendidos!

| Jacqueline Sobral | 30/07/2008 10:10:59

Gente, hoje quero comemorar um decreto que o presidente Lula está prestes a assinar!

Finalmente uma lei para defender os direitos de nós, pobres consumidores que pagam em dia por suas conexões de internet, telefone, TV a cabo e somos SUPER mal atendidos ao ligar para os serviços de atendimento ao cliente.

A partir de dezembro, ao ligar para um Call Center de uma prestadora de serviço, a empresa só poderá nos deixar "pendurados", ouvindo aquela musiquinha irritante, por no máximo dois minutos. Outra regra maravilhosa: "O consumidor só precisará contar sua história uma única vez. Ele não precisará contar a história da sua vida, a data de nascimento da sua avó e o nome do seu primeiro cachorro para obter a primeira informação", declarou a secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Mariana Tavares, em entrevista à Folha de São Paulo de hoje.

De acordo com o decreto que Lula deve assinar amanhã, as prestadoras de serviço terão de incluir duas opções na gravação irritante que nos atende: o de cancelamento do serviço e o de contato com um atendente. Dessa forma, ressaltou a secretária, acaba esse jogo de "empurra-empurra".

Claro que o setor já está reclamando, dizendo que é inviável. Dá vontade de responder a eles "Para contestar, disque um. Para espernear, disque 347. Ouça a musiquinha por três horas, repita sua história 18 vezes que, ao final, não resolveremos seu problema e ainda terminaremos a ligação perguntando se podemos ajudar em algo mais..."

Como acredito que sites de difícil navegação e nada funcionais para os usuários são apenas uma extensão da cultura de descaso mantida pelas empresas por intermédio de seus serviços de telemarketing, talvez um decreto como esse possa representar o início de uma mudança positiva para o mundo virtual.

Para terminar, coloco aqui uma sátira já muito boa sobre o serviço de atendimento de call Center feita pelo Pedro Cardoso e por uma atriz muito boa... Acho que o nome dela é Bianca Byington.

O vídeo:

 


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Em vez de conversar, deixe logo um recado no celular

| Jacqueline Sobral | 23/07/2008 10:34:43

As relações humanas estão sim abaladas pela necessidade de sermos cada vez mais objetivos e rápidos em nossos e-mails, mensagens de MSN e ligações telefônicas. Temos que dar conta de tantas tarefas em um dia só que não é possível passar mais do que dez minutos (já é muito) ao telefone com alguém.

Você já ligou para o celular de alguém rezando para que a pessoa não atendesse e a ligação caísse direto na secretária eletrônica para você falar logo o que quer e desligar?

Quem mora nos Estados Unidos já tem um aliado: a Slydial, um serviço de mensagem de voz que te conecta diretamente à secretária eletrônica do celular da pessoa com a qual você quer falar - ops, falar não: deixar um recado gravado. Um dos slogans do serviço é Just tell your side of the story (Simplesmente diga a sua versão da história).

Para usar o serviço, basta ligar para o telefone da Slydial. Após o atendimento eletrônico, você digita o número do celular desejado e é automaticamente conectado à secretária eletrônica da pessoa. É de graça e você nem precisa se cadastrar.

O site da Slydial é um bom exemplo de site objetivo e funcional. Gostei. Logo na home ele te dá exemplos de situações nas quais você pode usar o Slydial, como por exemplo: você acabou de lembrar do aniversário de um amigo seu, mas já está tarde e você nem sabe se ele ainda está acordado. O que você faz? Deixe uma doce mensagem de parabéns no celular dele.

Eu li sobre o Slydial em uma matéria publicada no site da CNN. A reportagem informa que a "dona" do serviço é uma empresa sediada em Boston chamada MobileSphere. A idéia de desenvolver o Slydial surgiu quando a companhia pesquisava formas de diminuir os custos com chamadas internacionais. O serviço foi lançado nesta segunda e, apesar de ainda estar em fase Beta (em testes), já tem cinco mil usuários.

 


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Para as mulheres: brechós online!

| Jacqueline Sobral | 16/07/2008 11:06:45


Lendo a revista Megazine do jornal O Globo desta semana, me deparei com a nota sobre o blog Era meu, pode ser seu, da médica Fernanda Vieira, publicada em uma matéria que aborda campanhas contra o desperdício. Decidida a se desfazer de roupas e sapatos que não queria mais e ganhar um trocado, ela criou um brechó online. No canto direito do blog, ela informa quais são suas medidas e tamanho, dados fundamentais para quem se interessar por uma peça. Para atrair o cliente, Fernanda disponibiliza fotos das roupas, nas quais ela própria é a modelo - mas ela também vende peças da avó e de amigas.

Achei a idéia genial e decidi navegar em busca de outros blogs similares... Gente, descobri simplesmente que existe um mundo de brechós online voltado para nós mulheres consumistas e vaidosas! Entrei em uns 15 e selecionei cinco (além do Era meu, pode ser seu):

Moda to go - A autora vai morar fora do país e precisa se desfazer das peças que ocupam os seus dez armários (!!!!). Tem roupas, bolsas e sapatos bonitos, várias peças da Zara, e ainda aceita pagamento via Pag Seguro.

Nós Queremos - o brechó online traz roupas e sapatos de bom gosto. Perfeito para mulheres "pequenas" - tem muita peça P. No geral, os calçados são tamanho 36.

Ces´t Vintage - Oferece bijuterias, lenços, roupas e sapatos. O pagamento é por Pag Seguro e você ainda pode parcelar!

Varalzin - Oferece peças de lojas variadas.

Brechó da Bruxa - As peças estão em promoção este mês. Pagamento é feito via depósito bancário.

Boas compras!


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O Mau Uso do e-mail

| Jacqueline Sobral | 11/07/2008 14:35:55

O e-mail hoje em dia é uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas nas empresas, até porque ele se torna um documento, algo que pode te proteger de determinadas situações ? se alguém diz que não fez tal coisa, pois ninguém pediu, e você tem um e-mail que mostra o contrário, tudo resolvido.

A grande questão que pergunto a vocês é: as pessoas SABEM utilizar o e-mail de forma eficiente? Minha resposta (minha opinião): NÃO.

Resolvi descrever algumas situações das quais já fui vítima e que já presenciei. Quero saber se vocês as reconhecem... Vou fazer isso aos poucos, em posts diferentes...

Situação 1: O e-mail chat (também conhecido como pseudo-objetivo)
 
Vamos fingir que seu nome é João. Maria acabou de te copiar num e-mail no qual a última mensagem é "Rita, pedirei ao João que providencie a reunião." Primeira pergunta que vem à sua cabeça: reunião sobre o quê e com quem? O que você faz, então? Com o scroll do mouse, tenta desvendar o mistério lendo as mensagens trocadas pelas duas pessoas e acaba descobrindo que mais gente está envolvida - a coisa virou um chat de tanto e-mail trocado.

O grande problema é que, depois de perder 15 minutos lendo cada mensagem, você constata que ninguém citou as informações e os dados necessários para você fazer o seu trabalho. Os 15 minutos se transformam em 20 porque você acaba tendo que dar um reply no e-mail da Maria dizendo o óbvio: "Prezada Maria, preciso dos dados tais e tais para fazer o que me foi requisitado."

Resumo: Para se livrar logo da questão, Maria encaminhou rapidamente aquele e-mail que traz quinhentas outras mensagens a João. No entanto, a única coisa que ela conseguiu foi atrasar todo o processo. Seria melhor se Maria, que está por dentro de toda a história, "perdesse" cinco minutos do seu tempo descrevendo em detalhes o que queria de João.

O pior é que tem profissionais que não fazem isso uma vez! Parece que estão na empresa SÓ para mandar e-mails pseudo-objetivos. Isso me irrita e a vocês? 


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Lançamento do Google e a greve dos Correios

| Jacqueline Sobral | 09/07/2008 11:04:45

 
Em vez de você falar com seus amigos num chat comum e bidimensional, com um retângulo para você digitar e ler as mensagens e contar com um espaço para eventualmente colocar fotos e vídeos, que tal poder escolher um avatar (uma animação) e um cenário para tornar o bate-papo mais divertido? Que tal a conversa ocorrer por intermédio daqueles balões de diálogo que nem história em quadrinho?

A novidade foi lançada esta semana pelo Google. A nova ferramenta se chama Lively, que, por enquanto, faz parte do Google Labs ? a área do site da empresa destinado a projetos que permanecem em fase Beta (experimental). O usuário escolhe se quer entrar numa sala já existente ou se quer criar a sua própria e, da mesma forma que um vídeo do You Tube, ele pode colocar o chat no seu blog ou no seu perfil do Orkut, por exemplo.

A novidade que já está sendo chamada de "Second Life do Google" foi desenvolvida por uma engenheira chamada Niniane Wang, dentro daquela filosofia da empresa de que os funcionários devem dedicar um dia da semana ao desenvolvimento de projetos inovadores.

Para quem usa ferramentas como o MSN ou o Google Talk para fins profissionais, o Lively vai parecer brinquedo de criança. Mas se o objetivo é colocar o papo em dia com os amigos, acho que vale a pena testar a novidade.

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Greve dos Correios e o e-commerce

Nos últimos dias, fiquei meio resistente à idéia de fazer compras pela internet por conta da greve dos Correios. Mas ontem tive um insight: ?pérai, os Correios não são a única empresa transportadora. Os sites de comércio eletrônico devem trabalhar com mais de uma. Pois, fiz uma pesquisa para constatar o que eu já imaginava: entrei em três sites de e-commerce (Submarino, Shoptime e Casa e Vídeo) e nenhum deles informa em sua home se a greve dos Correios está ou não afetando as suas entregas. Eles devem estar deixando de vender por um deslize bobo e fácil de resolver.

 

 


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Usabilidade? Só com mudança cultural.

| Jacqueline Sobral | 04/07/2008 16:17:54

A gente vive falando de "usabilidade" na internet, mas não me espanta o fato de que existem tantos sites dificílimos de navegar. Muitas empresas estão apenas transferindo os labirintos e verdadeiros testes de paciência que já são os seus call centers para a web. A questão é cultural e o erro vem da base. Para essas companhias, o cliente nunca tem razão e elas estão ali para fazer um "favor" ao consumidor.

Quase todos os 0800 de hoje são atendidos por gravações que cospem números... "Para falar com a assistência técnica, tecle 6; para falar sobre faturas, disque 17..." Geralmente, a voz não dá a opção que você quer e, ao discar 9, atende uma pessoa que te dará informações não necessariamente "verdadeiras" - se você desligar e ligar de novo (faça o teste, eu já fiz), o novo atendente te fornecerá instruções COMPLETAMENTE diferentes e depois mandará você ligar para outro número da companhia para repetir toda a sua história. Foi o que aconteceu comigo nesses últimos dias ao entrar em contato com a Net. Na terceira explicação que obtive diferente, perguntei para a última atendente: "Vem cá, em quem eu acredito? Em você, na Beth ou na Paula?"

Tá, eu sei que o tema "teleatendimento no Brasil é ruim" já está mais do que batido. Mas quero fazer uma comparação com o que vemos na internet (confesso também que tenho fé: de tanto reclamarmos, vai que um dia a coisa muda).

Um bom serviço de telemarketing assim como um bom site (leia-se: navagável) não estão na cultura de muitas empresas brasileiras. Experimenta entrar no site da TVA para consultar as opções de serviço e os seus respectivos preços. Eu rodei, rodei e rodei por lá e achei tudo muito confuso. Eles mantêm um atendimento online, em forma de chat, para tirar dúvidas. Foi assim que eu tirei as minhas. Mas, então, é melhor não ter site, apenas o chat. Em alguns sites, você simplesmente não consegue navegar devido à quantidade de flashs que tornam o processo lento.

"Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante", diz a Wikipedia. Essa deve ser uma das principais preocupações da empresa que quer vender um produto ou um serviço na web. Segundo pesquisas, 35% dos usuários que têm problemas para realizar uma atividade no seu site acabam indo para o concorrente.

Para que isso não aconteça com a sua empresa, use uma linguagem objetiva, estruture a navegação das páginas de forma que o potencial cliente não fique perdido (é bom sempre ter um botão de "voltar para a home" em todas as páginas, coloque um "mapa do site" e principalmente: não esqueça de manter telefone e e-mail de contato visíveis (a não ser que seu business seja 100% automatizado).

Outra dica: se você tem mais de um público-alvo, já coloque na home, em destaque, links para cada um deles. Por exemplo, se eu tenho um site que vende sapatos, logo na minha primeira página posso ter três tipos de opção de pesquisa, por idade, por gênero e outra por estilo: adultos/crianças, masculino/feminino e social/esportivo/casual. E por aí vai... Dá uma olhada no site da Gap.

A melhor forma de saber se o seu site é fácil de usar é se colocar no lugar do usuário e navegar por ele como se fosse o cliente. Peça também a pessoas fora do negócio para fazer o mesmo. O site da concorrência pode até ser mais bonito, mas se o seu for mais simples de navegar e prático, você já sai na frente.

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Por falar em usabilidade, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta semana, a Claro e a TIM estão oferecendo aos seus clientes VIPs o personal mobile, serviço de consultoria para ensinar os clientes a explorar e usar todas as ferramentas e serviços dos seus aparelhos celulares. Achei a idéia muito legal! Bem que podiam inventar consultores mais globais que fossem à casa das pessoas ensinar a usar o que elas quisessem: máquinas fotográficas digitais, notebooks, microondas que falam com você e têm um botão próprio para risotos e tantos outros equipamentos. Conheço um monte de clientes em potencial!


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Jacqueline Sobral

Jornalista e especialista em Relações Internacionais. Trabalhou na rádio CBN como repórter, produtora, redatora e locutora; foi repórter de Economia do Jornal do Commercio e do JB, e atuou também na Globo News. Desde 2005, é assessora de imprensa do IDE/FGV.

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