Desaparecimento de engenheira ainda gera incertezas
Redação SRZD | Rio+ | 08/07/2008 11:50:00
As investigações sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, no dia 14 de junho, na Barra da Tijuca, apresentam poucas conclusões. Patrícia voltava de um show no Morro da Urca quando, supostamente, teria batido o carro na altura do Canal de Marapendi. A família da mulher suspeitou de que o fato foi apenas um acidente e encontrou perfurações no veículo, identificadas posteriormente pela polícia como tiros.
"O acidente foi conseqüência de uma causa, que foi o veículo ter levado tiros" afirma o delegado da Delegacia Anti-Seqüestro Marcos Reimão, em entrevista a Sidney Rezende na CBN. Para ele, é "difícil" a comprovação da possibilidade contrária, de que o carro levou tiros após cair no Canal de Marapendi.
Segundo peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli e técnicos do Centro Tecnológico do Exército, três pistolas de diferentes calibres foram usadas: 9 mm, 380 mm e 40mm. A polícia aguarda os laudos das 15 armas recolhidas dos seis PMs que estiveram no local onde Patrícia desapareceu.
Segundo Reimão, a existência de três calibres diferentes não dá a certeza de que três pessoas atiraram. "O que sabemos é que pelo menos duas armas foram usadas. Se houve mais de um atirador ainda não há confirmações", afirma.
As suspeitas são de que os disparos foram realizados por policiais militares. Sobre a informação de que PMs foram interrogados e de que um caiu em contradição, o delegado é sucinto: "por hora, não existe nada nesse sentido".
Nenhuma testemunha foi encontrada até agora. Reimão faz questão de frisar que "o único testemunho é o dos policiais".
A suposta presença de um carro da PM no local do acidente fora de seu turno ainda é apurada. "Os radares GPS instalados nas viaturas estão sendo estudados para descobrir quem estava no local da ocorrência. Dessa forma, poderemos determinar juntamente a Polícia Militar como foi o crime e fazer a reconstituição", explica Reimão.
A Polícia Militar e a Delegacia Anti-Seqüestro não deram ainda um prazo para conclusão das investigações. Faltam laudos e exames periciais, o que demanda um tempo "próprio", de acordo com Reimão. "Uma coisa já se comprovou: o veículo foi alvejado. Agora, estamos excluindo opções improváveis para conseguir uma análise mais demorada, mas mais completa do caso. Pode demorar bastante tempo", conclui o delegado.
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